sexta-feira, 6 de abril de 2012

REVOGADA A LEI DA SEMANA DA DISLEXIA E TDAH EM SANTOS


A notícia esta um pouco atrasada, mas antes tarde do que nunca;



O Diário Oficial de Santos, em sua edição do dia 29 de setembro, traz a publicação da Lei nº 2.776/2011, que revoga a lei de criação da Semana de Diagnóstico da Dislexia nas escolas da Rede Municipal de Ensino.

A proposta de extinção é de autoria do vereador Reinaldo Martins (PT) e foi aprovada pela Câmara Municipal em agosto. Na justificativa, Reinaldo alegou que especialistas são contundentes ao refutar a justificativa científica de doenças como a dislexia e transtornos de déficit de atenção e hiperatividade. Alegam que o diagnóstico delas, tão comuns envolvendo crianças e jovens, serve mais aos interesses da indústria farmacêutica do que ao processo de ensino e educação. 


quinta-feira, 5 de abril de 2012

TIRINHA (20)


GUIA/RESUMO DOS LIVROS PARA CONVIVER COM O TDAH


ARMAS CONTRA O TDAH
 
(RESUMO: POR SR. CASANOVA )
 
Antes de mais nada, eu recomendo a aquisição dos livros que usei como referência:
“Mentes Inquietas” Ana Beatriz B. Silva; [nota 10] 40 a 50 reais•
“Tendência à Distração” Edward Hallowell; [nota 10] 40 a 50 reais•
“No Mundo da Lua” Paulo Mattos; [nota 7] 30 reais•
“Um dia na Vida de um Adulto com TDA/H” Vera JoffeA[nota 7] 30 reais•

 
Artigos Cientificos colhidos em livros, jornais da área e internet;• Frequentar seminários, simpósios e palestras;
 
[Mas cuidado p/ não cair na cilada de ouvir uma tarde inteira de palestras sobre TDAH em crianças e só!]* 

dicas p/ lidarmos melhor c/ o DDA no dia-a-dia, muita coisa é banal e extremamente óbvia, mas acho válido reforçar, transformar determinadas condutas em rotinas p/ que soframos menos c/ esquecimentos, procrastinações, impulsividade e/ou falha c/ administração de tempo e prioridades.
 
Do um Adulto com TDA e/ou H” de Vera Joffre, Livro “Um Dia na Vida de um TDAH:

1) ACORDAR DE MANHÃ: Comprar mais de um despertador barato e bem barulhento e deixar um(uns) dele(s) bem longe da cama ou em outra área do quarto.
2) O CHUVEIRO MATUTINO: Recomendamos ter um alarme ou relógio de cozinha (timer) para alertar o TEMPO que passar.
3) É bom continuar usando o relógio com alarme para completar as outras atividades da manhã: como tomar café e ler jornal. Finalidade: Não esquecer do tempo, “Lembrete Externo”.
4) PREPARE O MÁXIMO QUE PUDER NO DIA ANTERIOR: Roupa para o dia seguinte; lanche das crianças ou seu almoço; Diminuindo as atividades da manhã, menor é o risco antes de ir ao trabalho/aula/compromisso. (OBS MINHA: E menor tbm é o risco de esquecer as coisas) 5) A CAMINHO: Seguir uma rotina (OBS MINHA: odiamos rotina porra! Hehe) é recomendável. Se você vai de carro, não tente parar em lugar algum, se não fatalmente vai perder o tempo. (OBS MINHA: Isso é batata... Mas é quase irresistível não parar nesse “lugar algum” / Aprendi que chegar BEM MAIS CEDO é a melhor opção!).
6) CHECAR OS HORÁRIOS CONSTANTEMENTE: Com instrumentos “externos” [alarmes, relógios, lembretes e (OBS MINHA: ligações com “avisos transmitidos” de namorada(o)s, maridos, esposas, pais, hehehehe) p/ não perder o sentido deste elemento importante.
7) TRABALHO E RELACIONAMENTO COM COLEGAS: Eu já estou ‘grog’ de sono e tanto texto s/ compromisso, mas parece que ela sugere trocamos favores com colegas de trabalho, p.e. “você arruma minha mesa que eu te pago um café”. Um tipo de permuta...
8) Não importa o tipo de trabalho que você tenha, um princípio de alta eficácia é semelhante p/ os mais diversos trampos: Separar um tempo específico para realizar tarefas monótonas; (Para lembrar disso ter um sinal que faz barulho no compultador, celular, palm-top e de preferência que apareça visualmente).
9) Outra estratégia: Um calendário bem grande. Onde se escreva lembretes p/ si mesmo. Montar uma agenda de TAREFAS SEMANAIS e um tempo especial para realizar TAREFAS MONÓTONAS;
10) DEPOIS DO TRABALHO: Olhe sua AGENDA, “marque um tique” nas atividades que foram finalizadas e escreva as que você não concluiu (p/ que não esqueça de completa-las no dia seguinte, se necesssário). É bom reexaminar seu progresso freqüentemente, com a finalidade de saber se precisa de estabelecer NOVAS ESTRATÉGIAS p/ ajudar a completar tarefas monótonas e repetitivas do dia-a-dia.
11) Ao retornar para casa, aplique os mesmos métodos (ELEMENTOS EXTERNOS + LEMBRETES) p/ ajudar na rotina e não “boiar” no caminho. Se houver maior flexibilidade, pode se exercirtar ou fazer atividades de relaxamento que são altamente recomendáveis para o cérebro.Parte inferior do formulário12) EM CASA tb é importante deixar horário especifíco p/ tarefas como supermercado, faxina, lavar roupas... Com o horário na AGENDA você nunca é pego de surpresa quando realmente precisar da casa limpa, para receber alguém, por exemplo.
13) Se você mora com outras pessoas pode receber ajuda delas, para lembrar e realizar tarefas monótonas em conjunto.
14) Se você mora sozinho, pode fazer (COMO EU FAÇO hehehe), pedir que os outros sejam auxílios externos avisando sobre compromissos pelo telefone.
15) PAGAR CONTAS: ODIAMOS FAZER ISSO!!! É fundamental ter um LUGAR p/ colocar a correspondências/contas. Saber onde os envelopes estão e colocá-los em ORDEM CRONOLÓGICA em uma pasta com dias do mês (isso ajuda muito – OBS: Preciso fazer isso! hehe). Isso serve para outras tarefas, como correio, lembrar aniversários e datas importantes (pelo menos na minha ótica e necessidade diante do retardado e memória debilitada)...
16) VIDA SOCIAL, RITUAIS e FERIADOS: Se estiver planejando sair com alguém: amigo, namorada, filhos, é melhor evitar um lugar barulhento, que tenha muitas distrações. (OBS MINHA: Isso se você sentir que a pessoa necessita realmente de sua atenção, do contrário não vejo o menor problema – aí devemos ter o bom senso de diferenciar o primeiro encontro com um guria de um simples passeio com a família ou amigos bêbados).
17) Também é importante pensar na sua habilidade social: Você grita quando fala? Você é impulsivo? Você consegue escutar alguém sem interromper? Você já está pensando na próxima coisa que vai falar e não escuta o que o outro está falando? (OBS MINHA: Que merda, me enquadrei em todos os casos). É importante você medir o feedback de amigos, familiares, e especialmente esposa(o) quanto à comunicação e comportamentos sociais.18) Além disso é importante cumprir horários! ). Mantenha em um (LÓGICO! MINHA: matenha anotadoLcaderno/quadro/agenda/arquivo de computador (OBS em TUDO de uma vez pra não ter erro, hehe) DETALHES DE EVENTOS ESPECIAIS: Listas de preparatórios do Natal, pessoas para mandar cartões, comprar presentes; Páscoa; Aniversários de nascimento, namoro, casamento, planejamentos de viagens e eventos grandes, blá blá... E todo ano a lista deve/pode ser atualizada. (No caso do Natal, se vc tem o habito de comprar presentes – antecipar as compras no ano seguinte é mto mais negócio.
19) EDUCAÇÃO: É importante que seus familiares aprendam sobre DDA/H em adultos e como este transtorno afeta sua vida e a de todos a sua volta. Leia livros a respeito. Ter um grupo de profissionais te acompanhando também ajuda: médico para o tratamento com medicamentos, terapeuta e família agindo como um time, Também é bom ir a palestras e conferências.
20) Há organizações que oferecem encontros de portadores de DDA/H e de pais de portadores. (Ex. www.TDAH.org.br, que oferece informação cientifica e de apoio, informa sobre encontros em vários locais do Brasil). Algumas cidades têm grupos de Apoio, onde se pode trocar idéia com DDAs e fazer coaching em grupo. A troca de idéias e experiências, por si só, já é ótima!
21) SAÚDE: Aspecto importante na vida de um adulto com DDA/H, já que ele tem mais propensão a esquecer de marcar os horários de visitas rotineiras com médicos, check-up anual, visita a cada 6 meses ao dentista e mamografia (p/ mulheres).
22) Atividades semanais e diárias tb são propostas como, um sistema de exercícios, sendo que um lembrete externo auxiliaria a completar tal rotina. Ir a academia logo depois do trabalho acompanhado de um camarada ou esposa, aumenta a probabilidade de não furar.
23) É importante tomar conta de outros FATORES DE SAÚDE, pois certas COMORBIDADES freqüentemente acontecem com adultos com DDA/H, como sintomas de depressão, ansiedade e transtornos de humor.24) Há também maior probabilidade de acidentes autobomilísticos, problemas com BEBIDAS e consumo de DROGAS.
25) DDAs correm mais risco de vida, pq não tomam conta de sua saúde e, qdo não tratados, usam mais drogras de agem de forma mais arriscada. Por exemplo, há mais gravidez não planejada e maior ocorrência de doenças venéreas em adultos DDA/H e tb tomar precauções a respeito da saúde, impulsividade e ao dirigir um automóvel.
26) Como adultos com DDA/H têm dificuldade de adormecer e de dormir à noite sem interrupção, é importante limitar o consumo de CAFEÍNA A NOITE.
(OBS:Pq tô acordado até agora? Chuta)

Do Livro “Mentes Inquietas” Ana Beatriz B. SilvaPARTE #1

1) Informação e Conhecimento: “Saber é Poder!”
2) Elaboração de tratamento: Que seja eficaz e confortável!
3) Postura Ativa!!!
4) Estudar sobre: DDA, remédios, terapias, alimentação, esportes e auto-superação.
5) Buscar médicos capacitados: Fazer pesquisa sobre o curriculum, indicações, etc.
6) Estender informações (sobre DDA) aos familiares, amigo(a)s, namorada(o)s...PARTE #2
1) Apoio Técnico: Criar-se uma rotina pessoal que facilite a vida prática;
2) Estabelecer Horários: (1) Produtivos (2) Repouso (3) Atividades Físicas (4) Refeições.3) Pedir ajuda: aos parentes ou companheiros de casa e/ou terapeutas.4) Organizar cronogramas: (1) Obrigações (2) Projetos (3) Lazer5) Usar Agenda! Conferindo toda manhã.6) Usar Blocos e Canetas! Para Lembretes.
PARTE #3
1) Medicamentos: A Ritalina é considerada até agora a melhor com 80% de eficácia segundo a média dos estudos cientificos.
2) Não basta tratar só o DDA se há comorbidades, deve-se priorizar a comorbidade associada se ela afeta sua vida mais do que o DDA.
3.1_Estimulantes: Ritalina, Dexedrina, Cylert- Aumentam a concentração;- Diminuem a impulsividade;- Reduzem a ansiedade e depressão;Outros possíveis Benefícios:- + Atividade, + Planejamento, + Previsão, + Análise das Conseqüências, + Ponderação;- Ação Equilibrante;- Menor ganho de peso (reduz bastante o apetite – OBS minha: não sei se isso é um benefício);
3.2_Antidepressivos: Bupropiona e Desipramina (são as mais comuns em quem é DDA), Sertralina, Fluoxetina, Lexapro, Paroxetina, Venlafaxina, Imipramina, etc.
3.3_Acessórios: Proponolol (anti-hipertensivo), Clonazepam (ansiolítico), Clonidina (anti-hipertensivo – mas geralmente usado em crianças TDAH), Carbamazepina, Lítio, Nadolol, etc.
OBSERVAÇÕES:
1) A medicação é apenas mais uma etapa, um complemento util e poderoso no processo global.
2) (OBS minha: Pode gerar) Estabilidade emocional para viver bem.29/12/2006 13:52
3) DICA: Associar com rituais diários para não esquecer de tomar (como hora de acordar, hora de tomar banho, hora de comer, hora de dormir, etc.).PARTE #4
1) Psicoterapia: Diretiva, Objetiva, Estruturada, Orientadora a metas. Psicoterapia de “conversinha”/autopercepção é INADEQUADA. Para nós o que serve é o chamado “Coaching”.
2) Metas – Cognitivo-Comportamental – Reestruturação
3) Mudanças nos afetos e comportamentos
4) Substituir “crenças”, pensamentos, interpretações NEGATIVISTAS e formas de pensar e perceber o mundo menos depressogênica e ansiogênica e mais baseadas na REALIDADE.
5) “Tarefas de Casa”, Planejamento, Enfrentamentos Graduais, Estabelecimento de uma Agenda que estruture Rotinas de atividades que proporcionem prazer e satisfação.
6) Educação sobre o problema!
7) Instrução para mudar comportamento e interpretações.
4.1) Foco da Terapia Cognitivo Comportamental (Coaching):
1) Perseguir Objetivos!
2) Treino em solução de problemas; Habilidades sociais, relaxamentos, estabelecimento de agendas de atividades rotineiras e objetivas e reestruturação de formas de pensar e lidar com ‘problemas prejudiciais’.
3) Minimazar comportamentos impulsivos negativos nas relações sociais e afazeres cotidianos;Para ANSIOSOS [OBS minha: essa deve ser a parte mais complicada]:
1) Idenfiticação de problema e “diversas soluções”;
2) Habito de ponderar cuidadosamente, em vez de reagir impulsivamente sem ter avaliado antes as conseqüências possíveis;
3) Aumentar tolerância a frustação;
4) Minimizar típica ruminação ansiosa;
5) Melhorar qualidade das interações sociais, minimizando impacto de atividades e falas impulsivas e irrefletidas.
6) Compreender ponto de vista dos outros e não interpretar preciptadamente suas atitudes e intenções.
7) Defender pontos de vista de forma respeitosa e ponderada.PARTE #5
OBS minha: Já vi muitos profissionais quesitonando e criticando essas “táticas”, mas está no livro – nem sabia que isso fazia parte de algumas TCCs):
29/12/2006 13:52
5.1_Reeducação na respiração, postura e relaxamento. –Agenda Semanal;- Horário Fixo para Tarefas Especifícas;- Exercícios Físicos (pois manejam o estresse);- Reeducação Alimentar (menos cafeína)
 
Do Livro “No Mundo da Lua” de Paulo Mattos

PARTE #1-

1-Essencial fazer o diagnóstico, testes neuropsiquiatricos/psicologicos.
PARTE #2
1) Medicamentos fazem a diferença!
2) Psicoterapia será muito eficaz, desde que o paciente use remédios.
3) Os medicamentos apresentam muito mais benefícios do que os eventuais riscos de viver sem eles.
4) Os medicamentos recomendados são os que aumentem a dopamina e noradrenalina
.5) Psicoterapia é COMPLEMENTO do tratamento farmacológico. Promove administração melhor dos sintomas.
6) MEDICAMENTOS por ordem de “sucesso/eficácia” nos tratamentos:Tipo A: Ritalina e Concerta (os mais eficazes para DDA)Tipo B1: StratteraTipo B2: Trofanil, PamelorTipo B3: Efexor, WellbutrinTipo B4: Clonidina
7) Interações comuns: Ritalina + Clonidina ou Ritalina + Remédios especificos para fobia, depressão e/ou ansiedade (comorbidades são comuns em DDAs adultos – segundo pesquisas apresentadas, a maioria dos DDAs diagnosticados na fase adulta apresentam pelo menos 1 comorbidade – mais de 90%!);8) Medicamentos NÃO curam DDA, mas ajudam a normalizar os neurotransmissores, outro lado da moeda: podem causar dependência, mas é raro, basta usar com cautela.
9) O tratamento é longo. Pode ser/É provável que seja p/ vida toda, principalmente se começar só na fase adulta.
PARTE #3
1) Melhorias no tratamento, maior controle na desatenção, hiperatividade e impulsividade.
2) P/ Transtorno de conduta séria não melhora, melhora casos de depressão, mas podeaumentar a ansiedade.
3) Ritalina mostrou algo em torno de 70% de eficácia nos estudos cientificos analisados.
4) Remédios alternativos para quem não logrou sucesso com a Ritalina: Anticonvulsivantes, neurolépticos, tranquilizantes, beta-bloqueadores ou lítio.
29/12/2006 13:53
5) O Metilfenidato ou essas outras drogas, promovem reabilitação da atenção cognitiva.
6) Não existe qualquer comprovação cientifica sobre a eficácia de medicinas Homeopática, Ortomolecular e Fitoterápica no TDAH, pelo menos, segundo os diversos estudos cientificos que o autor teve acesso.Da Palestra que assisti c/ profissionais conceituados da área,à no que consiste a Terapia Cognitivo Comportamental, mas creio que parte pode ser feita por nós mesmos e também com empurrãozinho de parentes, conjuges, namoradas, irmãos, pais, alguém que more junto e/ou tenha contato diário conosco:
1) A TCC visa minimizar todos os sintomas do DDA e secundários (das comorbidades) através de técnicas comportamentais;
2) Há Tarefas de casa;
3) Psicoeducação: Conhecer seus próprios limites;
4) Reestruturação interna: Terapia (nova compreensão de si mesmo);
5) Reestruturação externa: Modificação do ambiente; estruturar detalhes da vida cotidiana; aperfeiçoamento da organização e controle;
6) Métodos de estudo;
7) Administração do tempo;
DICAS:
1) Listas, lembretes, anotações, celular, secretária eletrônica, quadro de avisos, cronogramas. Isso tudo nos ajuda a ter um norte maior, não nos perdemos no tempo e esquecer compromissos.
2) Aprendizagem por contigencias.
3) Elaboração prévia da melhor maneira de agir.
4) “Situações problema” devem ser antecipadas.
5) TCC: Reforço [de comportamento desejável]: Motivador.
6) TCC: Subtarefas: Porções diárias.
7) Limite de tempo PRECISO.
8) HABITO: Lugar fixo para estudos/trabalhos de casa.
9) HORÁRIOS FIXOS. HallowellàDo Livro “Tendência à Distração” Edward1) EDUCAÇÃO: Repense a visão que tem de si mesmo e a compreensão das várias formas que o DDA assume irá julgá-lo não apenas a reconhecer como ele o afeta, mas também a explicar a síndrome àqueles que estão a seu redor – família, amigos, colegas, professores;
2) TRATAMENTO: Não é passivo; Em adultos, o processo de educação é direto:
2.1) Leituras
2.2) Palestras
2.3) Conversas com especialistas29/12/2006 13:54
2.4) Conversas com outros DDAs
2.5) “Aos poucos se aprende o que for possível sobre o tema”
3) ESTRUTURA: Rearranjo e reestruturação da vida, tanto interna como externamente.
3.1) Se livrar de percepções negativas a respeito de si mesmo sustentadas por muito tempo; essa é a reestruturação interna; A pessoa rearranja os detalhes práticos e sua vida cotidiana, estabelecendo meio de aperfeiçoar sua organização e controle; essa é a reeconstrução externa.
3.2) A estrutura é a questão central do tratamento do DDA. Pode ter resultados surpreendentes.3.3) Está relacionada a:Listas;-Lembretes;-Anotações;-Cadernos de apontamentos;-Sistemas de arquivamento;-Quadros de avisos;-Cronogramas;-Recibos;-Caixas de entrada e saída de correspondência;-Secretárias eletrônicas;-Sistemas de computação;-Despertadores de mesa e pulso;-A estrutura diz respeito ao conjunto de controles externos que a pessoa estabelece para compensar seus controles internos, nos quais não pode CONFIAR.-
Um sistema de controle externo é ESSENCIAL.-Você insere certos compromissos ou obrigações regulares no padrão de sua semana de modo a atendê-los automaticamente.- Você começa fazendo uma lista de todas as suas tarefas regulares, obrigações e compromissos a cada semana – seus gastos fixos de tempo, digamos assim. Em seguida você faz uma GRADE de sua semana em um CALENDÁRIO ou cadernos de apontamentos, encaixando cada obrigação fixa em um período REGULAR DE TEMPO.-Com o tempo, esses compromissos (podem) enraizar em seu subconsciente. (OBS: o “podem” é por minha conta).-Usando planejamento padrão, você poderá colocar sua vida nos trilhos. É incrível quanta energia mental pode ser necessária para planejar essas monótonas tarefas cotidiana, e como o planejamento padrão por FACILITA-LAS.
29/12/2006 13:56 

Dicas EXTRAS (colhidas de conversas parentes, psicologos, neurologistas e naàinformais com portadores de DDA, internet):
1) As vezes comprar um protetor auditivo (isolando sons do meio ambiente), ajuda a ler sem perder o foco com barulhos externos.
2) Contar até 10 antes de falar algo movido pela “impulsividade” (OBS MINHA: haha, parece fácil falando...)
3) Planejamento é fundamental, só que temos que conhecer nossos limites, não adianta se matricular em “trocentos cursos” ao mesmo tempo, pois no final das contas não conseguimos concluir nenhum.
4) Pra quem tem problemas de sono, algo natural que pode induzir ao sono sem causar dependência e ainda é um ótimo antioxidante é a MELATONINA. Mas há quem diga que pode comprometer a produção endogena da mesma. É vendido só nos EUA por laboratórios conceituados como OPTIMUM e SATURN. Também ajudaria na memória, pois se dormimos mais, o cérebro agradece.
5) Já vi muita gente recomendar técnicas de respiração, Yoga, que seria altamente eficaz. Mas os neurologistas em sua maioria condenam essas práticas alternativas, e essas condenam o uso do remédios.
Minha opinião: Devemos controlar os sintomas e lograr progressos apelando em todos os campos! Remédios da alopatia + fitoterapia + terapia cognitivo comportamental + livros + palestras + encontros + visitas regulares ao neurologista/psiquiatra, frente dietética, comportamental, etc. Daniel Amen [NÃO LIà“Transforme Seu Cérebro, Transforme sua Vida” de ESSE LIVRO, só tenho esses trechos de alternativas ao controle do DDA]1) Pessoas com problemas no Córtex Pré-Frontal (OBS: DDAs por exemplo) já têm uma tendência natural a “buscar conflito”, mas é importante se manter calmo e firme, mesmo quando provocado: -Não grite;-Quanto mais a voz dela aumenta, mais sua voz deve diminuir.-Se você sente a situação começar a sair do controle, dê um tempo. Dizer que você precisa ir ao banheiro pode ser uma boa receita.Provavelmente a pessoa não vai tentar impedi-lo. Pode ser uma boa idéia Ter um livro grosso em mãos, caso a pessoa esteja realmente transtornada e você precise se afastar por um longo período.-Use de humor (mas não humor sarcástico ou bravo) para apaziguar a situação.-Seja um bom ouvinte. Diga que você quer entender e trabalhar a situação, mas só pode fazer isso quando as coisas estiverem tranqüilas.
2) A intervenção nutritiva pode ser especialmente útil nessa parte do cérebro. As melhores fontes de proteína que eu recomendo são as carnes magras, ovos, queijos magros, nozes e legumes, que ficam mais equilibradas com uma porção saudável de vegetais. Um café da manhã ideal consiste de uma omelete com queijo magro e carne magra, como a de frango. Um almoço ideal consiste de atum, frango ou salada de peixe fresco, com legumes mistos. Um jantar ideal contém mais carboidratos, para equilibrar a refeição com carne magra e legumes. Eliminar açucares simples (como nos bolos, doces, sorvetes e guloseimas) e carboidratos simples, que são prontamente quebrados em açúcar (como pão, massa, arroz e batatas), terá um impacto positivo no nível de energia e aquisição de conhecimento. Essa dieta ajuda a elevar os níveis de dopamina no cérebro. É importante observar, no entanto, que essa dieta não é ideal para pessoas com problemas no cíngulo ou de concentração excessiva, que geralmente se originam de uma relativa deficiência de serotonina. Os níveis de serotonina aumenta, a dopamina tende a decrescer e vice-versa. Suplementos nutritivos podem também surtir efeito positivo nos níveis de dopamina do cérebro e melhoram o foco e a energia. Eu freqüentemente faço meus pacientes tomar uma combinação de tirosina (500 a 1.500 miligramas duas ou três vezes ao dia); sementes de uva OPC (oligomeric procyanidius) ou casca de pinho, encontradas em lojas de produtos naturais (meio miligrama por quilo do peso do corpo); e gingko biloba (60 a 120 miligramas duas vezes ao dia).

 (OBS DO MEU NEURO: BOBAGEM, PODE TENTAR...)Parte inferior do formulário
29/12/2006 14:06 plus bizarrice).

Esses suplementos ajudam a aumentar o fluxo de dopamina e o fluxo sangüíneo no cérebro e muitos dos meus pacientes relatam que eles ajudam na energia, na concentração e no controle de impulso. Se quiser tentar esses suplementos, fale com seu médico. [OBS MINHA: Conversando com alguns neurologistas, eles me disseram que isso não faz a menor diferença no trato c/ o DDA, mas que uma alimentação regrada é importante em qq contexto] 3) (OBS: Isso é bizarro!!!) Tente o Foco Mozart? Um estudo controlado descobriu que ouvir Mozart ajudava crianças com DDA. Rosalie Rebollo Pratt e colegas estudaram 19 crianças com DDA, entre os sete e dezessete anos. Eles tocavam discos de Mozart para as crianças, três vezes por semana, durante sessões de biofeedback de ondas cerebrais. Eles colocavam o 100 Masterpieces , volume 3, que incluía o Piano n.º 21 em dó, O Casamento de Fígaro , o Concerto para Flauta n.º 2 em lá, Don Giovanni e outros concertos e sonatas. O grupo que ouvia Mozart reduzia sua atividade de ondas cerebrais teta (ondas lentas que são freqüentemente excessivas no DDA) ao ritmo exato do compasso subjacente da música; e exibia melhora de concentração e controle de humor, diminuindo a impulsividade e aumentando a habilidade social. Entre os sujeitos que melhoraram, 70 por cento mantiveram essa melhora seis meses depois do fim do estudo e sem treinamento posterior. (Estas descobertas foram publicadas no International Journal of Arts Medicine, 1995.)eu tirei do orkut, do Sr. Casa Nova. Nunca mais ví ele no orkut.....Aproveite estas dicas, imprima-as e guarde-as e envie-as para quem estiver necessitanto......Um abraço eBoa sorte a todos!Helena


FONTE: http://www.evelynvinocur.com.br/blog/labels/dicas.html

quarta-feira, 4 de abril de 2012

ARTIGO - NÃO BASTA SER INTELIGENTE, TEM QUE SABER PENSAR!


Muito se discute sobre a veracidade do fato dos TDAH's serem portadores de uma inteligencia maior do que o normal. Sendo os maiores criticos, os próprios TDAH's.

Bom, neste fragmento do bate papo sobre o lançamente do livro "Smart Thinking", o autor o introduz de uma maneira muito boa, no qual, uma das informações passadas é sobre "a diferença entre inteligencia e saber pensar".

Apesar de ser só uma introdução, tem bastante informação.

Colocando as palavras chaves do texto:

Criatividade, focalização, procrastinação, métodos, inteligencia


(OBS: O texto é grande, mas caso se interessem como eu me interessei, então vão conseguir ler)










C: Muita gente acha que “saber pensar” e “ser inteligente” são a mesma coisa. No livro, você fala que essas são duas coisas diferentes. Você pode falar um pouco sobre essa diferença?

AM: Sim, são coisas diferentes. Nos últimos, vamos dizer, 100 anos, o nosso foco tem sido em “ser inteligente” ao invés de ser em “saber como pensar”. E isso acontece porque a gente sempre quer ser capaz de mensurar as coisas. E se a gente quer ser capaz de medir se as pessoas sabem pensar, sem necessariamente conhecer o que elas já sabem, a única forma de fazer isso é usando problemas que as pessoas são capazes de resolver sem que o conhecimento e a experiência que ela já possui seja relevante. Essa é, na verdade, a base dos testes de inteligências que temos hoje. E quando a gente analisa esses testes, a gente percebe que realmente existe uma variabilidade nas notas que as pessoas tiram nessas tarefas altamente abstratas, que parecem mais um desses jogos de pergunta-e-resposta que jogamos em festas e reuniões com amigos. O problema, no entanto, é que se você analisar o que realmente significa ser bem-sucedido, criativo e inovador no mundo de hoje, você vai descobrir que as notas que as pessoas tiram nesses testes de inteligência são péssimas para prever quem vai ser ou não bem-sucedido, criativo ou inovador. Por aí, a gente vê que existe uma distinção entre essas duas coisas. E então, a pergunta que nos fazemos é: o que realmente faz com que as pessoas sejam bem-sucedidas, criativas e inovadoras? E isso tem muito mais a ver com o conhecimento que as pessoas têm do que com a capacidade de raciocínio abstrato, que é exatamente o que a gente mede nos testes de inteligência.

C: Isso quer dizer então que qualquer um pode “aprender a pensar” de maneira efetiva. E no livro você nos ensina a fazer isso a partir de uma fórmula simples. Fale um pouco dessa fórmula.

AM: A fórmula é simples e envolve três aspectos. Primeiro: é preciso criar hábitos inteligentes, segundo: é preciso desenvolver conhecimento de alta qualidade e terceiro: é necessário usar esse conhecimento sempre que precisarmos. Vamos falar de cada um desses aspectos separadamente. Hábitos são aquelas coisas que fazemos no nosso dia-a-dia. Nós passamos grande parte da nossa vida fazendo coisas que não precisamos pensar muito para fazer. E isso é uma coisa boa. É bom que a gente não tenha que pensar onde está o interruptor da luz do banheiro, onde fica o freio e o acelerador quando dirigimos, o que fazemos geralmente quando acordamos, etc. Todas essas coisas são coisas que queremos fazer automaticamente, sem ter que pensar. E no decorrer da nossa formação, nós criamos um monte de hábitos sobre como pensar. E nem todos esses hábitos são bons e efetivos para o nosso dia-a-dia. Assim, o que devemos fazer é criar hábitos que promovam um pensar que seja efetivo e funcional. O segundo ponto da fórmula diz que esses hábitos devem nos auxiliar na maximização da qualidade do conhecimento que temos. Todas as pessoas que nós consideramos que “sabem pensar” têm uma coisa em comum: eles sabem muito sobre como as coisas no mundo funcionam. É impossível resolver um problema quando não sabemos como as coisas funcionam. Não importa qual seja o problema. Seja ele consertar seu carro, desenvolver um produto que faz com que nosso coração funcione melhor ou até mesmo encontrar uma forma de fazer o consumidor escolher o seu produto. Em todos esses casos, para resolver o problema, você precisa saber bastante coisa sobre a área com a qual você está atuando, e saber como as coisas nesse campo funcionam. Isso é o que eu chamo de conhecimento de alta qualidade. O terceiro ponto, tem a ver com o uso desse conhecimento sempre que precisamos. O mais difícil dessa parte é que, por definição, toda vez que a gente está tentando fazer algo inovador, estamos na verdade tentando fazer algo que ninguém nunca fez antes. O que quer dizer que ninguém nunca resolveu o mesmo problema que você está tentando resolver. Mas o que acontece na maioria das vezes é que o problema que está você está tentando resolver já foi resolvido, mas em alguma outra arena. Por exemplo, no livro, eu falo do empreendedor James Dyson. Ele criou uma empresa de aspiradores de pó que produz aspiradores que não precisam de um filtro. Dyson estava completamente insatisfeito com a idéia de que, com o tempo, os filtros entupiam e a capacidade de sucção do aspirador de pó caía consideravelmente. Ao invés de tentar inventar um filtro que funcionasse melhor, ele se perguntou: “qual é o problema que um filtro em um aspirador de pó está tentando resolver?” E a resposta para essa pergunta é simples: basicamente, o que o filtro faz é separar a sujeira do ar. O aspirador coleta uma combinação de sujeira e ar, e o filtro deve fazer a separação dessa combinação. Assim, ao invés de tentar inventar um filtro melhor, ele pensou em outras áreas que supostamente enfrentam o mesmo problema (separar sujeira do ar). Ele então descobriu que serrarias têm o mesmo problema. Elas precisam separar a “serragem” do ar. E para fazer isso, as serrarias utilizam o que chamamos de “ciclone industrial” para fazer essa separação. Dyson então resolveu construir um ciclone industrial em miniatura dentro de um aspirador de pó. E com isso, ele inventou um novo conceito de aspirador de pó e tem hoje um dos negócios mais bem-sucedidos nos Estados Unidos.

C: Você diz que é importante criar hábitos inteligentes. Mas muitos de nós têm um monte de hábitos ruins. Por que é tão difícil eliminar esses hábitos ruins?

AM: Uma coisa que a maioria das pessoas não sabem é que hábitos são na verdade parte da nossa memória. Em outras palavras, seus hábitos são memórias de ações que você executou no passado e que você vai executar novamente no futuro. Essas ações podem ser ações físicas ou ações mentais. E uma coisa que é impossível de fazer é “parar a nossa memória”. Isso quer dizer que é difícil não executar ações que executamos no passado. O que você deve fazer para mudar seus hábitos é “atrapalhar” essas memórias de alguma forma. Existem várias maneiras que você pode fazer isso: por exemplo, para evitar que essa memória venha à tona, você pode mudar o seu ambiente, de maneira que as pistas que trazem essas memórias à tona sejam eliminadas. Mudando um pouco o seu ambiente, você faz com que certas ações passem a ser irrelevantes no novo ambiente. Uma alternativa é tentar fazer uma nova associação entre o seu ambiente e uma nova ação. Na maioria das vezes, as pessoas têm dificuldades para mudar um hábito ruim, como por exemplo, parar de fumar ou parar de comer muito, simplesmente porque elas tentam substituir o hábito ruim por nada. E você não pode substituir alguma coisa por nada. Você deve substituir um comportamento com algum outro comportamento.

C: Você diz que é importante saber como as coisas funcionam. Mas, cá pra nós, é impossível saber tudo sobre tudo. É impossível ser expert em tudo. Além disso, é impossível lembrar de tudo que sabemos o tempo todo. Como lidar com essas limitações e ainda pensar de maneira efetiva?

AM: É verdade. Não tem jeito de ser um expert em tudo. Em contrapartida, é possível aumentar a quantidade de conhecimento que você extrai das suas experiências. Por exemplo, todos nós assistimos aulas, participamos de reuniões, assistimos programas de TV que tem algum valor educativo ou lemos revistas e artigos para saber das coisas. E em cada um desses exemplos, se você não presta atenção, não lê cuidadosamente, ou não tenta explicar para você mesmo aquilo que você acabou de aprender, você simplesmente perde uma oportunidade de aprender alguma coisa que você pode vir a precisar mais tarde, em alguma outra situação. Ou seja, apesar de não ser possível ser um expert em tudo, você pode sim maximizar as oportunidades de aprendizado presentes nas situações que você encontra. Uma das maneiras mais facéis de fazer isso é evitar fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo Evitar o que a gente chama de multitasking. Um dos hábitos ruins que muitos de nós temos, especialmente agora com a presença de smartphones, iPads, bate-papos, emails ou qualquer aparelho que nos conecta à Internet, é que nós não maximizamos o tempo que a gente gasta para aprender coisas novas. Isso por que estamos constantemente dividindo nossa atenção entre o que estamos tentando aprender e todas essas outras coisas que sempre parecem importantes para nós. Para melhorar a qualidade do conhecimento que adquirimos basta evitar fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo. Se está em uma reunião, desligue o celular, desconecte o iPad da Internet, não responda à nenhuma mensagem de texto, etc. Só assim você vai ser capaz de aumentar a qualidade do conhecimento que adquire.

C: Eu quero voltar nesse ponto sobre “fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo”, mas antes quero te perguntar sobre a importância de sempre fazer analogias. Você fala sobre isso no livro. Por que é importante sempre buscar analogias para explicar as coisas?

AM: Imagine que você esteja querendo resolver um problema. Se alguma outra pessoa já tiver resolvido exatamente o mesmo problema que você está tentando resolver, então você não tem nenhum problema. Basta que você repita a solução que a pessoa tem. E muita coisa na nossa vida é assim. A gente não precisa descobrir como limpar os nossos dentes, pois alguém já descobriu. Existe um procedimento para isso. Até mesmo para coisas mais complicadas isso acontece. Se você não estiver se sentindo bem, simplesmente vá ao médico que ele certamente vai reconhecer os sintomas e oferecer uma solução para o seu problema. No entanto, quando o conhecimento que as pessoas têm sobre um determinado problema acaba, de maneira que não temos uma solução para o problema, existem apenas duas maneiras de resolver o impasse. Você desenvolve uma pesquisa específica sobre o problema. Muitas empresas fazem isso. Grandes empresas têm equipes responsáveis em pesquisar e desenvolver soluções para determinados problemas. Mas esse é um processo demorado, que consome muita energia. E às vezes você tem que fazer isso mesmo, pois o conhecimento necessário para resolver o problema simplesmente não existe. Mas, para resolver um problema de maneira mais rápida, é preciso reconhecer que provavelmente alguém, em algum lugar e em um outro domínio, já resolveu um problema parecido. E o que você precisa fazer é encontrar essa solução, mesmo que ela seja superficialmente diferente do que você procura. Por exemplo, se você está tentando criar uma maneira de acabar com as pestes da seu jardim sem no entanto matar também a grama, as flores, etc. e já não tem mais nenhuma idéia de como fazer isso, o que você precisa fazer é se perguntar: “qual é realmente o problema que eu estou tentando resolver?”. Assim, você vai começar a perceber que o que realmente você está tentando fazer é evitar o que a gente chama de “efeito colateral”. Basicamente a idéia é que você quer evitar destruir as coisas boas junto com as coisas ruins. Se você pensa no problema nesses termos, você vai logo perceber que muita gente, em outros domínios, já teve que lidar com essa questão de “efeito colateral”. O próprio termo vem de um domínio diferente. Pessoas que pintam cabelo, por exemplo, enfretam o problema de pintar o cabelo sem pintar a pele da pessoa, ou o chão. Em medicina, os médicos enfretam o problema de como criar um mecanismo que destrói tecidos cancerosos sem destruir os tecidos não-cancerosos. Basicamente, esses grupos estão tentando resolver o mesmo tipo de problema. É possível que se você analisar o estilo das soluções que essas pessoas chegaram para o problema delas, você tenha algum insight sobre como resolver o seu problema.

C: Voltando à questão de “fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo”, você diz que isso é ruim. Eu, particularmente, acho que esse é o hábito ruim mais difícil de ser eliminado. Ainda mais hoje em dia com toda essa gama de informações disponíveis na Internet. A Internet é altamente atrativa para esse tipo de coisa. Você está lendo um texto, daí chega um email com um link para um vídeo do YouTube, você assiste ao vídeo, e esse vídeo te leva a assistir outro que te leva a pesquisar sobre algum assunto tratado no vídeo, etc. Quando você percebe, já gastou 30 minutos fazendo mais de 10 coisas ao mesmo tempo. Como lidar, de maneira inteligente, com essa tentação que é a internet?

AM: Ótima pergunta! Você está certo. A Internet está cheia de armadilhas que nos distraem o tempo todo e acabamos fazendo mais coisas do que tínhamos planejado. Mas existem algumas coisas que você pode fazer para evitar isso. A primeira é simples: fique longe da Internet quando você não precisa de Internet. Por exemplo, se você precisa ler um artigo, faça isso em um lugar onde Internet não esteja disponível. Se você precisa escrever alguma coisa, desconecte seu email, feche os navegadores de Internet, desligue seu smartphone. Assim, você não será tentado a checar seu email ou a usar a Internet. Crie um oásis onde você não tem nenhuma tecnologia por perto. Isso é uma coisa que você pode fazer. Se por algum motivo, você se for sugado por um tanto de emails — que te levam a checar o seu Facebook e que então te leva a assistir um punhado de vídeos de gatos na Internet, etc. — uma coisa que eu sempre sugiro às pessoas é: coloque um cronômetro na sua mesa. Toda vez que precisar procurar alguma coisa na Internet, coloque o cronômetro para contar 5 minutos. Quando o alarme do cronômetro disparar, se você estiver lendo algo relevante ao que estava procurando, ótimo. Caso contrário, o que o cronômetro fez foi lembrá-lo de que está na hora de voltar ao trabalho. E com o tempo, você vai começar a desenvolver um “cronômetro interno” que mesmo quando você esquecer de programar o cronômetro externo, você vai perceber mais rapidamente que precisa voltar ao trabalho.

C: Parece que a gente tem todas as ferramentas necessárias para saber pensar. Ainda assim, não o fazemos. Por que somos tão incompetentes nessa tarefa?

AM: Eu não acho que sejamos incompetentes nessa tarefa. Mas eu acho sim que podemos melhorar. E talvez a gente seja sim incompetentes, mas apenas por que sabemos muito pouco sobre o funcionamento da nossa mente. É impossível ser um bom cozinheiro sem saber sobre como os diferentes sabores dos alimentos se misturam. É impossível construir uma ponte confiável sem saber alguma coisa sobre física. Você não vai conseguir consertar um carro se não souber nada sobre como um motor de carro funciona. Mas a gente está sempre pedindo às pessoas que elas “pensem”, sem ensinar qualquer coisa sobre como a mente funciona. Sempre temos que confiar nas coisas que as outras pessoas nos dizem. Então, saber como a mente funciona pode sim nos ajudar a pensar de maneira mais efetiva. Uma das coisas que eu tento fazer no livro é promover o “pensar” ao te “ensinar a pensar”. O livro está dividido em uma parte que te ensina sobre a ciência por trás de como a mente funciona e uma outra parte que te dá dicas de como utilizar essa ciência e esse conhecimento para pensar de maneira mais efetiva. A idéia é que você pode utilizar essas dicas e, se você entender como a mente funciona, você pode adptar essas dicas de forma que elas funcionem para você particularmente.



Art Markman é professor de Psicologia e Marketing na Universidade do Texas em Austin. Art já publicou mais de 125 artigos científicos e é o editor-chefe do periódico Cognitive Science desde 2006. Art atua também como consultor em empresas como Procter & Gamble, faz parte do comitê científico do programa de televisão Dr.Phil e tem um blog no site Psychology Today. Você pode acompanhar os trabalhos do professor Art Markman pelo seu Twitter e Facebook.
O Cognando, agora oficialmente parte do ScienceBlogs Brasil, irá sortear uma cópia autografada do livro Smart Thinking. Para concorrer, basta seguir o Cognando pelo Twitter, Facebook ou Google+ e preencher o seguinte formulário online. O sorteio será realizado no dia 4 de fevereiro de 2012. Participe!


FONTE: http://scienceblogs.com.br/cognando/2012/01/nao-basta-ser-inteligente-tem-que-saber-pensar-uma-entrevista-com-dr-art-markman/

segunda-feira, 2 de abril de 2012

MATERIAL TDAH - LIVRO "LADRÕES DE TENIS"




Quando eu tinha 14 anos (e nem sabia que era DDA), eu gostei muito deste livro. Naquela época, eu práticamente me vi como o protagonista .


Um garoto que fica imaginando o que aconteceria se fizesse isso ou se fizesse aquilo... inventa mentiras só para ver a reação das pessoas ao ouvi-lo, se diverte brincando com uma criança no mesmo nível que ela, irrita os outros com sua irresponsabilidade e irreverencia...

Apesar do livro não se identificar como TDAH, o seu protagonista é tecnicamente um espelho nosso.

Sinópse do livro:

Nando resolveu viver um dia diferente: sem escola, sem mãe, sem os namorados da mãe. É roubado, troca de roupa com um mendigo, é confundido com trombadinha e fica amigo de um débil mental. Volta para casa com os pés cheios de bolhas, mas feliz. Para Nando tudo aquilo era mais que normal. Nando seria um alienado? Você teria coragem de viver um dia completamente diferente da sua realidade?

O DIA EM QUE OS LADOS BOM E MAU DE MEU TDAH ENTRARAM EM COMBATE!!!


Bom, como eu posso começar?

Talvez pelo fato de eu ter concluído meu curso de ciências contábeis, e logo no tempo de eu conseguir meu registro no conselho regional de contabilidade, inventaram que era necessário fazer uma prova de suficiência.

Essa prova tem a metade da dificuldade da prova da OAB, pelo fato de ter 50 questões para serem resolvidas em 4h (enquanto o da OAB são 100 questões no mesmo tempo)

Eu estava sobre forte pressão da minha empresa para conseguir o registro de Contador logo, para que ela pudessem resolver questões contratuais. O novo contrato estava parado e só faltava o numero do meu registro para que pudesse dar continuidade nele e a empresa pudesse pagar menos impostos.

O caso era, que eu tinha que revisar matérias que me foram passadas há anos, matérias que não me ensinaram direito e matérias que nem chegaram a me ensinar...

Bom, de tanto forçar a mente para estudar, eu entendi as peculiaridades positivas e negativas da minha mente na hora do estudo:

•    Minha mente cansava quando lia textos complicados,

•    Eu errava questões em prova por causa de besteiras (Esquecer de usar algo bobo numa formula de matemática como um sinal,  calcular valores errados de uma tabela, ou errar na digitação na calculadora...)

Entretanto:

•    Eu adquiria conhecimento entendendo o que o texto queria dizer (Tentando me explicar nas minhas próprias palavras) mas eu nunca conseguia lembrar das palavras exatas que apareciam no texto (Isso atrapalhava um pouquinho no caso de Leis)

•    Eu sempre buscava o jeito mais fácil de entender a matéria (em matemática isso ajudava muito, e os meus colegas sempre me pediam ajuda nesse tipo de matéria)

•    Eu aprendia mais lendo livros e meus cadernos do que o professor ensinando, então nem fazia muito esforço para ouvir oque ele ensinava (O engraçado é que meus colegas ficavam confusos, pelo fato de alguém dormir na sala de aula e mesmo assim tirar notas boas. Eu me divertia muito com as caras deles, sempre me perguntavam se eu aprendia por osmose.

Bom, tudo se encaixou mais ainda quando descobri o TDAH depois que me formei, mas antes de fazer o Exame de suficiência.

O meu neurologista começou a me receitar remédios para ver qual fazia efeito, no qual demorou quase um ano até ele me passar um que funcionasse (Tofranil 50mg), ou seja, não pude contar com o remédio no dia da prova.

Continuando, chegou o dia da prova...

Estavam lá quase todos da minha turma (uns 40 colegas e uma professora minha que não tinha registro).

Entrei na sala e comecei a fazer a prova...

Eu até que tava indo bem, e faltando uns 40 minutos para entregá-la, já tinha terminado a prova, e eu já estava revisando as questões que já tinha feito.

O caso é que faltando 5 minutos para o término do tempo para resolver a prova, fui preencher o gabarito e notei que tinha questões faltando, então descobri que uma pagina estava um pouco grudada na outra, e quando eu as separei, notei que faltavam ainda 6 questões para serem resolvidas, e para piorar envolviam cálculos demorados,
Meu coração disparou com força. Se eu fosse outro, teria notado que fiz questões a menos, ou que a numeração das paginas tinha pulado, mas como "eu sou eu mesmo", então não notei.

Bom, o único jeito foi chutar tudo.

E este então foi o embate minha capacidade de aprendizado VS minha falta de atenção no "Agora vamos ver"!!!

Vocês devem querer saber o resultado disso tudo agora não é?

Vejamos, eu cheguei em casa e calculei as questões que chutei, e percebi que tinha errado todas elas.

E então chegou o dia da publicação do gabarito (Angustiantes 60 dias depois)

Quando eu vi o resultado, eu quase cai para trás. Mesmo com o que aconteceu, eu ainda acertei 1 questão amais do que era necessário para passar.

Agora sabem o que é mais incrível?

“Da minha turma inteira passaram apenas 2 alunos, e nem minha professora chegou a passar neste exame.” (alem disso, a média nacional de aprovação nesse exame foi de apenas 30%)

Só tenho uma coisa a dizer:

"Obrigado Deus por ter me compensado as minhas incapacidades!!!"